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terça-feira, 26 de julho de 2011

ESPIRITISMO  =  NEO-CRISTIANISMO


Há 2.000 anos, Jesus veio até nós com a missão de transmitir-nos uma doutrina nova, toda ela envolvida no amor, com o objetivo de nos consolar e esclarecer sobre o significado verdadeiro da verdadeira vida. Sua mensagem ensinada, pela palavra e pelo exemplo,  nasceu e cresceu nos homens daquele tempo que, também, passaram a ensiná-la  pelo exemplo e pela palavra, arrostando todos os perigos e enfrentando, inclusive, a própria morte.
Durante três séculos, o Cristianismo cresceu se espalhando pelo mundo. E isto até o ano 325, quando aconteceu o Primeiro Concílio ou Conselho da Igreja Cristã, em Nicéia (atual Iznik), na Bitínea, sob a proteção do Imperador Constantino, reunindo cerca de trezentos (300) bispos,  divididos em três partidos, tendo como tema principal discutir a natureza humana e divina de Jesus, abandonando os ensinamentos dEle que foram a razão de sua vinda e a causa de sua morte. Ele foi sacrificado porque a sua doutrina contrariava os interesses egoísticos dos homens. Num mundo onde os interesses mesquinhos e a maldade predominam, aquele que se dispuser a fazer o bem, contrariando os interesses dos que exercem o poder e exercitam o mando, são, geralmente, sacrificados e, assim, afastados do caminho desses tais.
Morto Jesus, coube aos discípulos da primeira hora, e aos que se lhes seguiram, a missão da divulgação da mensagem cristã, o que fizeram com zelo e dedicação por toda parte. O Cristianismo crescia em todos os lugares do Império Romano, no ocidente e no oriente.
O Primeiro Concílio se preocupou com a pessoa de Jesus, não mais com os seus ensinamentos. O II Concilio, de Constantinopla, encerraria a discussão concluindo pela natureza divina do Mestre, criando então o Dogma da  Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. E, daí em diante, os dogmas se sucederiam, e da mensagem clara deixada por Jesus surgiria uma outra, com interpolações, que a tornariam de entendimento mais difícil e, nalguns casos, até mesmo impossível de ser entendida. A salvação, por exemplo, passaria a acontecer de fora para dentro,
 isto é, bastaria ao fiel a observância de determinados rituais, a participação de cultos e a aceitação dos sacramentos e dos dogmas que foram sendo criados no correr dos séculos.
Jesus sabia que a sua doutrina seria esquecida ou mal compreendida pelas gerações futuras e, por isso, promete aos apóstolos um novo Consolador:  “Mas aquele consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Jesus(João l5:26)
No dia 18 de abril de 1857, em Paris, é publicado “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizar Rivail, professor emérito, que se valeu de um pseudômino exatamente para que o seu prestígio pessoal não viesse a influir na aceitação da nova filosofia, que ele trazia à lume e que, aliás, não era sua, mas dos Espíritos que a haviam ditado.
O Espiritismo vinha com a missão de fazer aos homens novas revelações, em sendo ele mesmo a Terceira Revelação, e reensinar tudo aquilo que Jesus havia ensinado; noutras palavras, retirar dos ensinamentos de Jesus tudo aquilo que nele fora colocado pelos homens no evolver dos séculos.
Com o Espiritismo a salvação, libertação, voltaria a ocorrer de dentro para fora, isto é, o indivíduo terá de vencer as suas imperfeições, corrigindo os seus defeitos e modificando  as suas tendências e pendores ruins, cumprindo o mandamento cristão: ”Sede pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus”. Jesus (Mt.5:48). Ora, ninguém se aperfeiçoa sem vencer as suas imperfeições, noutras palavras, sem vencer-se a si mesmo.
O Espiritismo é o Cristianismo redivivo; por isso mesmo podemos dizer que Espiritismo e Cristianismo são a mesma doutrina cristã de há 2.000 anos, com os acréscimos trazidos pelos Espíritos, e prometidos por Jesus-Cristo, e que é do Espiritismo a missão de revelar aos homens as leis que regem os fenômenos espirituais, fazendo cair, de maneira definitiva, o véu da ignorância que ainda tolda a visão humana. O Espiritismo, em razão dessa sua missão, é o Neo-cristianismo, o novo Cristianismo, desvestido de tudo aquilo que não é de origem cristã, mas que é produto da ação humana, que  desvirtuou a Doutrina Cristã  para satisfazer os seus interesses egoísticos.
Espiritismo e Cristianismo, doutrinas de amor  que, por amor, buscam, se fazendo uma,  participar ativa e vitoriosamente da redenção humana.
FAZER AOS OUTROS AQUILO QUE GOSTARÍAMOS QUE OS OUTROS NOS FIZESSEM

O ser humano é egoísta e vive em função desse egoísmo. Ele se coloca em primeiro lugar, e as suas ações são sempre dirigidas no sentido de satisfazer esse egoísmo a qualquer preço. Para justificar o seu comportamento e a sua atividade pessoal e profissional, muitos se valem do princípio maquiavélico de que “ os fins justificam os meios”, isto é, para atingir os seus objetivos todos os meios, todos os recursos são válidos.
As notícias dos acontecimentos que estão ocorrendo em todas as partes do mundo, e não apenas no oriente médio, confirmam esse princípio, que se opõe naturalmente àquele que é defendido por todas as religiões e que chegou até nós pelos ensinamentos de Jesus. Enquanto este ensina: “Fazer aos outros tudo aquilo que gostaríamos que os outros nos fizessem”, o Mundo defende o princípio “os fins justificam os meios”, e este princípio é aplicado e seguido em todas as partes da Terra pelo homem comum e pelos poderosos ou por aqueles que detêm o poder.
O ensinamento de Jesus, que tem mais de 2.000 anos, pois já era ensinado pelas religiões antigas, nos indica um novo tipo de comportamento, este sim, capaz de revolucionar o sistema de vida do homem no Mundo. Entretanto, para que essa modificação ocorra, primeiramente o homem terá de modificar-se, combatendo o seu egoísmo; ele terá de olhar para o semelhante não como instrumento ou meio de sua subida ou realização material, mas como o seu complemento, e isto, naturalmente, terá de acontecer com todos os homens. Na adoção do princípio de “o fim justifica os meios”, os homens, de modo geral, o adotam, mais ou menos, intensamente, sempre dosado pelo egoísmo de cada um. Em primeiro lugar se encontram os meus interesses, despreocupado naturalmente com o interesse alheio. As formas de governo, quaisquer que sejam, se apóiam nesse princípio. Os governos taxam a população com impostos escorchantes estribados nesse mesmo princípio maquiavélico. A mensagem cristã, no entanto não foi, sequer, aprendida. Pensar nos outros antes de pensar em mim? Fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem por mim? Isto é loucura, E é por isto, que o Mundo atingiu a esse clímax de violência insana, invertendo a aplicação da norma evangélica para justificar a violência do animal que ainda anima o homem. Deixa-me destruir o meu inimigo antes que ele me destrua: e os homens-bomba se explodem em meio ao povo buscando ferir aqueles que consideram o seu inimigo; e as nações se armam e vão bombardear aquele povo ou nação que considera sua inimiga. Egoísmo e ódio comandando as ações humanas. O homem é ainda o “lobo do homem”, conforme ensinava um filósofo latino. Diante de tal raciocínio e ação correspondente, o ódio encontra ambiente e guarida para prosperar e fazer vítimas em toda a parte do mundo. Naturalmente ninguém gosta de ser atacado, no entanto, por supor que o será ataca primeiro; outro o faz para defender seu direito supostamente ameaçado; outro mais, para garantir o seu sossego e a sua estabilidade econômica ou aumentar a sua fortuna; outro ainda valer-se-á de recursos inconfessáveis para melhorar e garantir a sua tranqüilidade; e assim também as nações.
Se a máxima evangélica estivesse sendo aplicada pelos homens, ninguém se sentiria ameaçado, e o egoísmo, dominado, não ensejaria tanto comportamento agressivo e anti -humano, como ainda observamos.É verdade que já existem muitos agrupamentos humanos, sob vários nomes, em todas as partes do mundo preocupados em servir, vivenciando a máxima cristã “fazer aos outros...”, felizmente. Certamente que esses grupos crescerão’ e, no futuro, estabelecerão um “modus vivendi” cristão em todas as nações. Isto acontecerá, com certeza, sem podermos precisar quando. Os homens se cansarão de perseguir, furtar, corromper e matar, e passarão a servir, como gostariam de ser servidos. “Fazer aos outros...” é fazer o bem, exclusivamente, porque é o bem o que queremos receber sempre. Assim será. É a vontade de Deus.
          SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI...

Jesus foi o maior enviado que Deus mandou à Terra para transmitir aos homens a sua Palavra, o seu Verbo, com o objetivo de educar a humanidade para que ela pudesse ascender espiritualmente, realizando a grande transformação moral que deveria operar em si mesma no correr dos evos. João Evangelista compreendeu admiravelmente a missão messiânica de Jesus quando o chamou de “o Verbo de Deus encarnado”.
Ele veio, portanto, trazer aos homens todos a “Palavra de Deus” que foi a revelação de uma DOUTRINA NOVA, a DOUTRINA DE AMOR que ensejaria aos homens a mudança radical da sociedade, através da modificação comportamental dos homens, um a um, e, nessa mudança individual a transformação de toda a humanidade.
 A sua doutrina é a do AMOR, naturalmente de um amor diferente daquele vivido pelos homens daquele e do nosso tempo. Era, e é, um AMOR diferente o que ele ensinava, totalmente despido do egoísmo: eu amo para que tu me ames. Não, com Jesus, o amor é dínamo transformador: eu te amo para que te tornes melhor e mais feliz. O meu desejo é este: que tu sejas melhor a cada dia, mesmo que não me ames. Era o que Ele ensinava sem palavras. Ele simplesmente amava, sem cobranças, sem exigências, sem imposições, sem barganhas; Ele simplesmente amava aceitando cada um e todos como eram. Jesus, que era a Palavra de Deus, ensinava o amor que era a manifestação de Deus, porque Deus é Amor.
 Judas o traiu. Nenhuma queixa, nenhuma acusação, apenas perdão. Pedro o negou por três vezes no pátio de Caifás; nenhuma censura. Esbofeteado pelos adversários gratuitos, nenhum revide; condenado pelo Sinédrio ou Sanhedrin, nenhuma blasfêmia; julgado por Roma, por intermédio de seu representante na Judéia, Pôncio Pilatos, nenhum queixume. Era a Misericórdia, a manifestação maior do Amor, em não se queixando de ninguém e a todos perdoando. A Sua grandeza moral se tornava visível, e o Seu Amor transcendia a tudo e a todos dominava, quando, reunindo suas forças físicas na Cruz, bradou, para que todos O ouvissem: “Perdoai-lhes Pai, eles não sabem o que fazem”. O soldado romano que participara da sua crucificação, comovido até às lagrimas, disse: “Este homem era verdadeiramente o Filho de Deus”.
 Jesus não era, naquele instante, tão-somente, “o verbo encarnado”. Era também o Amor Divino que se fazia visível aos homens todos, mas percebido por aqueles que já possuíam em seus corações a chama nascente do amor que transcende as pessoas para se manifestar nas outras.
 No monte do Calvário se encontravam três crucificados: dois ladrões, Gestas e Dimas, e Jesus entre eles. Gestas blasfemava, enquanto Dimas o recriminava, dizendo que eles ali se encontravam por merecimento, enquanto Jesus nada fizera a não ser o bem( como é difícil fazer o bem e ser compreendido pelos que ainda não aprenderam a fazê-lo). Dimas, de vida equivocada, guardava, no entanto, em seu coração a chama do amor que sabe compreender.
 Os adversários de Jesus de todos os tempos, inclusive os de hoje, não foram capazes de entender a grandeza moral que Ele demonstrou durante toda a Sua vida, principalmente diante da dor e do sofrimento. Para enfrentar a adversidade, o sofrimento e a dor, sem desesperação e revolta, aquele, que se encontra em sofrimento, necessitará de uma coragem e grandeza espirituais incomuns. Covardes somos todos nós os que nos entregamos ao desespero diante da adversidade.
 Amai-vos uns aos outros”, conclama Jesus. Amemo-nos, assim como Ele nos amou e nos ama, aceitando-nos como nós somos. Aceitemos os nossos semelhantes como eles são, sem críticas ou recriminações, buscando ver as suas qualidades e esquecendo os seus defeitos; não os critiquemos e nem busquemos ver tão-somente as suas imperfeições.
Individualmente, deveremos nos analisar, a fim de nos conhecermos melhor, e, conhecendo as nossas fraquezas, tratemos de erradicá-las de nós para nos tornarmos melhores. Não devemos aceitar os nossos defeitos, acomodadamente. Ao contrário, deveremos buscar erradicá-los de nós, para que, a cada dia nos tornemos criaturas melhores.
Aceitar os defeitos alheios é nossa obrigação, e é diferente de aceitarmos os nossos. Quando conquistarmos a paciência, a compreensão, a tolerância, aceitando o nosso semelhante como ele é na realidade, certamente que já teremos avançado muito em nossa evolução espiritual e estaremos começando a amarmos-nos uns aos outros, e nisto todos verão que somos discípulos de Jesus.
O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que ama como Ele amou, e não o fato de pertencermos a essa ou aquele religião cristã. O amor que se expande a benefício do outro é o que eleva o homem na direção de Jesus, sob as bênçãos do Pai.
DEUS
Os homens, desde a fase primitiva da evolução, tiveram a necessidade de Deus e, no seu imaginário, sempre o concebiam de acordo com as suas necessidades. Essa concepção da divindade, de acordo com as necessidades humanas, acompanha a humanidade até hoje. Os nossos indígenas, ao tempo do descobrimento do Brasil, adoravam o trovão, o sol, as forças da natureza e tinham em Tupã o seu representante máximo.
Os povos antigos também adoravam os astros e o próprio povo romano, o Sol, com o nome de SOL INVICTO, e homenageava essa divindade durante três dias, com muita comida, bebida, orgia e troca de presentes, ou seja, do dia 23 a 25 de dezembro, sendo este o dia que lhe era consagrado e que, no ano 440, dC, Júlio I, bispo de Roma, o instituiu como o DIA DO NASCIMENTO DE JESUS.
Os gregos e os romanos tinham muitos deuses, Zeus era o principal para os gregos e exercia o seu poder sobre os demais. Os romanos reverenciavam,  como deus principal, Júpiter. Esses povos tinham deuses protetores para todas as atividades humanas; os homens sempre necessitaram da proteção sobrenatural.
Abraão, ao fixar-se na terra de Canaã, estabeleceu o monoteísmo. Os hebreus ou israelitas foram, desde a sua constituição como nação, um povo monoteísta, adorando um Deus Único, sob o nome de Jeová ou Javé.
Quando Moisés escreveu a gênese, o primeiro  livro da Bíblia (os livros), disse que “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança”. E os homens, a partir daí, passaram a conceber Deus como tendo a forma humana, imaginando-O, assim, à sua imagem e semelhança.
Na Capela Sistina, no Vaticano, um pintor famoso, Michelângelo, pintou o ato Divino da criação do homem retratando Deus como um velho de cabelos longos e barba brancos. E essa concepção de Deus varou os séculos chegando aos nossos dias, pelo menos até o dia 18 de abril de 1857,  quando Allan Kardec publicou em Paris, França, O Livro dos Espíritos.
 A pergunta número 1 desse livro diz o seguinte: Que é Deus?
A pergunta já nos informa que Deus não é uma pessoa. E os Espíritos respondem:
DEUS É A INTELIGÊNCIA SUPREMA, CAUSA PRIMEIRA DE TODAS AS COISAS.
Na questão 23, é perguntado aos Espíritos:
QUE É O ESPÍRITO?
E eles responderam:
O  princípio inteligente do Universo.
 JESUS, conforme as anotações de João 4.24, ensina: DEUS É ESPÍRITO, E IMPORTA QUE OS QUE O ADORAM O ADOREM EM ESPÍRITO E VERDADE.
Diante da informação de Jesus Deus é Espírito, logo, ao criar o homem, de conformidade com a revelação de Moisés à sua imagem e semelhança, fê-lo ESPÍRITO ENCARNADO também chamado alma vivente. O Espírito, em verdade, foi criado no Plano Espiritual e bem antes do corpo.
E efetivamente assim é. O espírito antes da encarnação encontra-se no Plano Espiritual, que é a sua pátria verdadeira. Ao nascer no plano carnal com um corpo físico torna-se homem (espírito encarnado).

quinta-feira, 14 de julho de 2011


                                    COMO VIVER

Maria Augusta de Souza/Psicografado por Expedito Leão



Não é bem a minha Intenção traçar normas, mas apenas sugerir algumas regras sobre o comportamento de um cristão.

Espero ser compreendida, pois quero tão-somente transmitir o que tenho aprendido e que sei poderá ser útil a muitos dos nossos irmãos que se encontram, ainda hoje, desorientados. Este é o meu desejo.

APRENDA A ESPERAR. A paciência educa o espírito e dá ao coração muita paz.

NÃO SE IRRITE NUNCA. A ira envenena o coração e, enche de espinhos o caminho da vida.

NÃO PERCA A FÉ. Confie em Deus, sempre. Ele vela por você.

NÃO MALDIGA AS TRIBULAÇÕES. Elas são o preço que você tem de pagar para a subida.

SEJA TRANQUILO. Dessa forma, você viverá longos dias sobre a Terra.

NÃO JULGUE O SEMELHANTE. Para que ele também não e julgue. Só Deus pode julgar, porque Ele, só Ele, conhece o intimo de cada um de nós.

NÃO ODEIE. O ódio, qual erva daninha, tudo devora, transformando o coração em pedra.

AME SEU SEMELHANTE. Desculpe as suas faltas. Ajude-o. Você gosta de ser desculpado e ajudado.

SEJA COMPREENSIVO. Em assim fazendo, somará amigos que o auxiliarão a suportar as dificuldades naturais próprias (lo dia-a-dia.

SEJA COM PASSIVO. A compaixão é filha da caridade e do amor.

DESCULPE SEMPRE a falta alheia. Só assim desculparão as suas.

PRATIQUE A CARIDADE. Esta é pérola mais cara ao Coração de Jesus.

ORE SEMPRE. É através da oração que Deus conversa com os homens. Mas ore com o coração. Deus abomina os hipócritas.

SEJA HUMILDE E MANSO DE CORAÇÃO. O Filho de Deus tudo tendo, nasceu, viveu e morreu pobre.

ACEITE A VIDA TAL COMO É. Nada reclame e nada receie. Você vencerá, se tiver fé. Cristo venceu o mundo.

NADA RECLAME. Não resolverá o seu problema. A aceitação é principio de vitória.

AME A DEUS. Lembre-se dc que Ele o amou sempre.

SUBMETA-SE À VONTADE DO PAI. Ele sabe o que é melhor para você.

PROCURE SER BOM. A bondade do coração faz bem à alma e a purifica sempre.

AJUDE OS QUE PRECISAREM DE AJUDA. Assim fazendo, será credor de igual ajuda.

NÃO FALE MAL DE OUTREM, ainda que falem de você. Ao mal se retribui com o bem. Lembre-se de que Jesus caluniado, difamado e injuriado, não caluniou, não difamou e não injuriou.

SIGA O CAMINHO DE JESUS. Depois do Calvàrio haverá a ressurreição e a ascensao.

TEM DÚVIDAS? ORE. ESTÁ CONFIANTE? ORE. A prece dissipa as dúvidas e fortalece a confiança.

SEU SEMELHANTE CAIU, AJUDE-O A LEVANTAR-SE. Tem fome, sacie-lhe a fome. Tem sede, dá-lhe de beber. E a sua alma se alimentará de bênçãos e amor.

HÁ EM CADA UM DE NÓS UMA SEDE ENORME DE JUSTIÇA. Seja justo com os outros. Eles também o serão com você.

O AMOR Ë O FERMENTO DA VIDA. Quanto mais forte, mais venturosa a alma de quem ama.

AMOR, CARIDADE, MANSIDÃO E HUMILDADE. Esta é a receita da sua salvação.

terça-feira, 12 de julho de 2011

SERVIR, SERVIR MUITO, SERVIR SEMPRE

Em 1998, AFONSO RUBEM NUNES, entidade espiritual amiga e protetora, se identificou como sendo meu guia espiritual e, pouco tempo depois, deixou-me uma mensagem, na qual dizia, com insistência, que eu deveria servir, servir muito, servir sempre, porque no serviço ao semelhante, eu encontraria respostas para as minhas angústias, e forças espirituais para prosseguir na luta, bem como, naturalmente, realizaria o meu progresso espiritual.

Aliás, a mensagem recebida não se destinava tão-somente a mim, mas era endereçada a todos indistintamente, porque, através do serviço ao semelhante, o homem cresce espiritualmente, vencendo os seus defeitos, aparando as suas imperfeições e, naturalmente, se tornando uma criatura melhor. Servindo, o homem vence o egoísmo e o orgulho, adquirindo uma postura nova diante da vida e diante do mundo. Passa a compreender melhor o seu semelhante e se, antes, o seu olhar era de censura, através da dedicação à causa do outro, passa a olhá-lo diferentemente, com mais ternura, mais compreensão, mais tolerância e fraternidade.

Servir, Servir muito, Servir sempre é a bandeira que essa entidade amiga nos oferece para fazermos dela também a nossa bandeira, o nosso lema. Servir, mas não basta fazê-lo; ser-nos-á necessário servir muito e, ainda assim, não nos será bastante, precisaremos fazê-lo sempre.

Quando iniciamos a nossa atividade fraterna, compreendendo, efetivamente, que o outro, mesmo quando muito diferente de nós, é nosso semelhante, procedendo do mesmo Deus Criador, que, segundo Jesus, é também o nosso Pai, e que, por força dessa revelação, somos, homens e mulheres do nosso plano de vida, irmãos, como irmãos também somos dos espíritos que habitam o outro lado da Vida, o chamado Plano Espiritual. A fraternidade é universal, abrangendo, naturalmente, a todo o Universo. Nos mundos evolvidos todos se ajudam, porque somente através da união de esforços e na execução das tarefas pertinentes a cada um é que se poderá conseguir e conservar a harmonia existente nesses orbes.

É verdade que os homens da Terra, em sua maioria, ainda não entenderam e, certamente, não aceitaram essa irmandade e, por isso, vivemos todos como se fôssemos adversários uns dos outros, para não dizermos inimigos. E, naturalmente, porque a maioria cultiva o seu egoísmo e alimenta o seu orgulho, servir desinteressadamente ainda lhe é impossível.

Entretanto, somente servindo ao outro encontraremos a resposta para as nossas dúvidas e a solução para os nossos problemas. O ódio alimenta o ódio. A indiferença alimenta a indiferença e faz surgir o ódio. Logo, somente o serviço desinteressado e amigo poderá fazer nascer nos corações humanos o verdadeiro sentimento de fraternidade. Cada um de nós deverá ser um elo nessa corrente do serviço fraterno. A existência de homens maus e insensíveis no nosso mundo é porque os bons estão se omitindo. E enquanto os bons não compreenderem que somente a eles cabe a missão de erradicar da Terra o mal, este continuará a existir produzindo os homens maus.

Quem não recebe amor não terá amor para dar. Somos seres em evolução, todos nós os que nos encontramos na Terra, e com acentuado atraso evolutivo, daí necessitarmos todos da ajuda da educação, e esta só poderá ser ministrada com compreensão, paciência, tolerância e muito amor. Quem já aprendeu a amar entende, e atende as necessidades alheias.

SERVIR, SERVIR MUITO, SERVIR SEMPRE é a nova bandeira que a humanidade deverá empunhar neste novo século deste novo milênio. A humanidade sofre, não apenas os habitantes dos países pobres, mas também sofrem os dos ricos, superdesenvolvidos. A carência humana não se circunscreve apenas às materiais. As espirituais se alastram por todas as nações e por todas as classes sociais. SERVIR deverá ser o nosso lema; SERVIR MUITO deverá ser a nossa atividade constante e SERVIR SEMPRE, a nossa maneira de viver e de ser.

À medida que formos servindo, e é bom que o façamos desinteressadamente, iremos sentir dentro de nós uma paz infinda e uma alegria imensa, acompanhadas de uma sensação de verdadeira humildade, ao ponto de compreendermos a mensagem paulina “Não sou eu quem vive, mas o Cristo é quem vive em mim”, porque Jesus é, de fato, aquele que serve, daí esse lema afonsino ser uma inspiração de Jesus, o Cristo de Deus.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

“E CONHECEREIS A VERDADE,
E A VERDADE VOS LIBERTARÁ”.
Jesus  - Jô.8,32

                  Jesus afirmou que o conhecimento da verdade nos faria livres.
                  E, em uma análise, ainda que superficial, nós percebemos a existência de muitas verdades, a saber: a verdade científica comum a todas as ciências, a verdade política, a verdade sócio-econômica, a verdade filosófica, a verdade coletiva, a verdade individual,etc.
                  A verdade médica-científica, por exemplo, vem  combatendo um grande número de enfermidades e prolongando a vida do homem. O avanço científico e tecnológico trouxe para a humanidade um conforto impar em toda a história da Terra.
                  A verdade filosófica sempre se antecipou à científica. Ela se preocupou com a descoberta da verdade científica de todas as ciências e, com idêntico interesse, com a Verdade Divina. A Teosofia ou a Teologia buscava a essência divina a fim de entender Deus em Espírito e Verdade.
                   Mas  a  verdade que Jesus se referiu  trouxe ao homem uma nova perspectiva de vida e a possibilidade da verdadeira libertação e não, apenas, a libertação de suas necessidades materiais e físicas, porque esta liberdade é relativa, pois se, de um lado, ela livra o homem de suas mazelas e lhe fornece um melhor padrão de vida, por outro, ela o prende à necessidade, no caso do conforto, a cada vez adquirir mais e mais, tornando-se, dessa forma, um prisioneiro da sociedade de consumo; e para a melhoria e conservação da saúde, ao uso sempre crescente de medicamentos e cada vez mais sofisticados ou, então, a cirurgias, de técnicas sempre mais desenvolvidas e, conseqüentemente, mais avançadas.
                   A que Jesus se referiu trará ao homem a libertação do Espírito.
                  A liberdade do ponto de vista material é, na verdade, uma pseuda liberdade. O homem se liberta de uma ou de várias enfermidades ou até mesmo de todas, mas, graças à sua natureza humanimal ele, com certeza, morrerá, porque a morte é uma fatalidade à qual ninguém conseguirá escapar.
                  Jesus referia-se a um outro tipo de liberdade, ou seja, a  do espírito que, em sua evolução e mediante o seu próprio esforço,  irá, no correr dos séculos e milênios, livrar-se de suas imperfeições, defeitos, vícios ou más inclinações, purificando-se, enfim.
                  Ora, para que o homem possa realizar essa transformação, ele terá, naturalmente, de conhecer a verdade de ser um espírito encarnado, portador, portanto, de duas naturezas: a divina (já que procede do Deus criador) e a humana, oriunda de sua natureza biológica. Conhecendo esta verdade, passará a buscar o conhecimento espiritual que lhe propiciará o crescimento moral-espiritual. Ora, se a verdade científica lhe proporciona uma vida material melhor, obviamente, a espiritual lhe fornecerá recurso para livrar-se de seus defeitos, vícios e imperfeições, outorgando-lhe uma vida espiritual tranqüila e feliz, mesmo estando encarnado.
                  A criatura humana continua presa à vida material, exatamente por desconhecer a sua condição de espírito. Conhecesse-a, e ele iria buscar, com mais intensidade, os valores do espírito por serem imperecíveis e capazes de atender às necessidades de sua alma imortal.
                  “Conhecereis a verdade que sois um espírito sob as vestes da carne e, quando tiveres conhecimento dela, a vossa avaliação de valores será totalmente refeita”. Este era, sem qualquer dúvida, o pensamento de Jesus ao sentenciar a libertação do Espírito através do conhecimento da verdade.
                  Que a ciência continue a descobrir novas verdades, mas que a nossa visão se abra cada vez mais para não vermos tão-somente o lado material do progresso, mas que possamos, ver, na verdade científica, a Verdade Divina. Tudo procede do Pai Criador, causa primária de todas as coisas.
                   O estudo do Espiritismo como filosofia e ciência nos leva ao conhecimento da Moral Cristã e esse conhecimento nos libertará, efetivamente. As palavras de Jesus são, de fato, verdade e vida. No entanto, precisam ser entendidas, e o Espiritismo nos fornece os recursos capazes de nos propiciar o verdadeiro conhecimento dessas palavras. Busquemos conhecer o pensamento de Jesus tão bem expresso em seus ensinamentos e, certamente, conheceremos a verdade, e ela nos libertará, levando-nos a erradicar de nós os defeitos. os vícios, as imperfeições e as más inclinações, que são, verdadeiramente, as causas das nossas dores e sofrimentos. Libertos dos defeitos e imperfeições seremos criaturas livres e, naturalmente, felizes.