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terça-feira, 26 de julho de 2011

FAZER AOS OUTROS AQUILO QUE GOSTARÍAMOS QUE OS OUTROS NOS FIZESSEM

O ser humano é egoísta e vive em função desse egoísmo. Ele se coloca em primeiro lugar, e as suas ações são sempre dirigidas no sentido de satisfazer esse egoísmo a qualquer preço. Para justificar o seu comportamento e a sua atividade pessoal e profissional, muitos se valem do princípio maquiavélico de que “ os fins justificam os meios”, isto é, para atingir os seus objetivos todos os meios, todos os recursos são válidos.
As notícias dos acontecimentos que estão ocorrendo em todas as partes do mundo, e não apenas no oriente médio, confirmam esse princípio, que se opõe naturalmente àquele que é defendido por todas as religiões e que chegou até nós pelos ensinamentos de Jesus. Enquanto este ensina: “Fazer aos outros tudo aquilo que gostaríamos que os outros nos fizessem”, o Mundo defende o princípio “os fins justificam os meios”, e este princípio é aplicado e seguido em todas as partes da Terra pelo homem comum e pelos poderosos ou por aqueles que detêm o poder.
O ensinamento de Jesus, que tem mais de 2.000 anos, pois já era ensinado pelas religiões antigas, nos indica um novo tipo de comportamento, este sim, capaz de revolucionar o sistema de vida do homem no Mundo. Entretanto, para que essa modificação ocorra, primeiramente o homem terá de modificar-se, combatendo o seu egoísmo; ele terá de olhar para o semelhante não como instrumento ou meio de sua subida ou realização material, mas como o seu complemento, e isto, naturalmente, terá de acontecer com todos os homens. Na adoção do princípio de “o fim justifica os meios”, os homens, de modo geral, o adotam, mais ou menos, intensamente, sempre dosado pelo egoísmo de cada um. Em primeiro lugar se encontram os meus interesses, despreocupado naturalmente com o interesse alheio. As formas de governo, quaisquer que sejam, se apóiam nesse princípio. Os governos taxam a população com impostos escorchantes estribados nesse mesmo princípio maquiavélico. A mensagem cristã, no entanto não foi, sequer, aprendida. Pensar nos outros antes de pensar em mim? Fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem por mim? Isto é loucura, E é por isto, que o Mundo atingiu a esse clímax de violência insana, invertendo a aplicação da norma evangélica para justificar a violência do animal que ainda anima o homem. Deixa-me destruir o meu inimigo antes que ele me destrua: e os homens-bomba se explodem em meio ao povo buscando ferir aqueles que consideram o seu inimigo; e as nações se armam e vão bombardear aquele povo ou nação que considera sua inimiga. Egoísmo e ódio comandando as ações humanas. O homem é ainda o “lobo do homem”, conforme ensinava um filósofo latino. Diante de tal raciocínio e ação correspondente, o ódio encontra ambiente e guarida para prosperar e fazer vítimas em toda a parte do mundo. Naturalmente ninguém gosta de ser atacado, no entanto, por supor que o será ataca primeiro; outro o faz para defender seu direito supostamente ameaçado; outro mais, para garantir o seu sossego e a sua estabilidade econômica ou aumentar a sua fortuna; outro ainda valer-se-á de recursos inconfessáveis para melhorar e garantir a sua tranqüilidade; e assim também as nações.
Se a máxima evangélica estivesse sendo aplicada pelos homens, ninguém se sentiria ameaçado, e o egoísmo, dominado, não ensejaria tanto comportamento agressivo e anti -humano, como ainda observamos.É verdade que já existem muitos agrupamentos humanos, sob vários nomes, em todas as partes do mundo preocupados em servir, vivenciando a máxima cristã “fazer aos outros...”, felizmente. Certamente que esses grupos crescerão’ e, no futuro, estabelecerão um “modus vivendi” cristão em todas as nações. Isto acontecerá, com certeza, sem podermos precisar quando. Os homens se cansarão de perseguir, furtar, corromper e matar, e passarão a servir, como gostariam de ser servidos. “Fazer aos outros...” é fazer o bem, exclusivamente, porque é o bem o que queremos receber sempre. Assim será. É a vontade de Deus.

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