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terça-feira, 12 de julho de 2011

SERVIR, SERVIR MUITO, SERVIR SEMPRE

Em 1998, AFONSO RUBEM NUNES, entidade espiritual amiga e protetora, se identificou como sendo meu guia espiritual e, pouco tempo depois, deixou-me uma mensagem, na qual dizia, com insistência, que eu deveria servir, servir muito, servir sempre, porque no serviço ao semelhante, eu encontraria respostas para as minhas angústias, e forças espirituais para prosseguir na luta, bem como, naturalmente, realizaria o meu progresso espiritual.

Aliás, a mensagem recebida não se destinava tão-somente a mim, mas era endereçada a todos indistintamente, porque, através do serviço ao semelhante, o homem cresce espiritualmente, vencendo os seus defeitos, aparando as suas imperfeições e, naturalmente, se tornando uma criatura melhor. Servindo, o homem vence o egoísmo e o orgulho, adquirindo uma postura nova diante da vida e diante do mundo. Passa a compreender melhor o seu semelhante e se, antes, o seu olhar era de censura, através da dedicação à causa do outro, passa a olhá-lo diferentemente, com mais ternura, mais compreensão, mais tolerância e fraternidade.

Servir, Servir muito, Servir sempre é a bandeira que essa entidade amiga nos oferece para fazermos dela também a nossa bandeira, o nosso lema. Servir, mas não basta fazê-lo; ser-nos-á necessário servir muito e, ainda assim, não nos será bastante, precisaremos fazê-lo sempre.

Quando iniciamos a nossa atividade fraterna, compreendendo, efetivamente, que o outro, mesmo quando muito diferente de nós, é nosso semelhante, procedendo do mesmo Deus Criador, que, segundo Jesus, é também o nosso Pai, e que, por força dessa revelação, somos, homens e mulheres do nosso plano de vida, irmãos, como irmãos também somos dos espíritos que habitam o outro lado da Vida, o chamado Plano Espiritual. A fraternidade é universal, abrangendo, naturalmente, a todo o Universo. Nos mundos evolvidos todos se ajudam, porque somente através da união de esforços e na execução das tarefas pertinentes a cada um é que se poderá conseguir e conservar a harmonia existente nesses orbes.

É verdade que os homens da Terra, em sua maioria, ainda não entenderam e, certamente, não aceitaram essa irmandade e, por isso, vivemos todos como se fôssemos adversários uns dos outros, para não dizermos inimigos. E, naturalmente, porque a maioria cultiva o seu egoísmo e alimenta o seu orgulho, servir desinteressadamente ainda lhe é impossível.

Entretanto, somente servindo ao outro encontraremos a resposta para as nossas dúvidas e a solução para os nossos problemas. O ódio alimenta o ódio. A indiferença alimenta a indiferença e faz surgir o ódio. Logo, somente o serviço desinteressado e amigo poderá fazer nascer nos corações humanos o verdadeiro sentimento de fraternidade. Cada um de nós deverá ser um elo nessa corrente do serviço fraterno. A existência de homens maus e insensíveis no nosso mundo é porque os bons estão se omitindo. E enquanto os bons não compreenderem que somente a eles cabe a missão de erradicar da Terra o mal, este continuará a existir produzindo os homens maus.

Quem não recebe amor não terá amor para dar. Somos seres em evolução, todos nós os que nos encontramos na Terra, e com acentuado atraso evolutivo, daí necessitarmos todos da ajuda da educação, e esta só poderá ser ministrada com compreensão, paciência, tolerância e muito amor. Quem já aprendeu a amar entende, e atende as necessidades alheias.

SERVIR, SERVIR MUITO, SERVIR SEMPRE é a nova bandeira que a humanidade deverá empunhar neste novo século deste novo milênio. A humanidade sofre, não apenas os habitantes dos países pobres, mas também sofrem os dos ricos, superdesenvolvidos. A carência humana não se circunscreve apenas às materiais. As espirituais se alastram por todas as nações e por todas as classes sociais. SERVIR deverá ser o nosso lema; SERVIR MUITO deverá ser a nossa atividade constante e SERVIR SEMPRE, a nossa maneira de viver e de ser.

À medida que formos servindo, e é bom que o façamos desinteressadamente, iremos sentir dentro de nós uma paz infinda e uma alegria imensa, acompanhadas de uma sensação de verdadeira humildade, ao ponto de compreendermos a mensagem paulina “Não sou eu quem vive, mas o Cristo é quem vive em mim”, porque Jesus é, de fato, aquele que serve, daí esse lema afonsino ser uma inspiração de Jesus, o Cristo de Deus.

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