GRANJEAI AMIGOS COM AS RIQUEZAS
DA INJUSTIÇA: PARA QUE, QUANDO
ESTAS VOS FALTAREM, VOS RECEBAM ELES
NOS TABERNÁCULOS ETERNOS.
(Lc.16:9)
Jesus contou a parábola do mordomo infiel, que foi chamado a prestar contas de sua administração e, preocupadíssimo, chamou os devedores do seu senhor e foi conseguindo, mediante concessão, documentos comprobatórios das dívidas de cada um, naturalmente com abatimento. O senhor quando soube louvou a previdência e providência daquele servo.
Jesus, ao término da parábola, sentenciou: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça...
Para entendermos as parábolas de Jesus, precisaremos entender que os seus ensinos são sempre de ordem exclusivamente espiritual, mesmo quando a pequena estória ou parábola narre um acontecimento corriqueiro do dia-a-dia do povo.
O fecho da parábola do mordomo infiel é uma dessas lições de cunho exclusivamente espiritual.
Quando Deus, o Criador Supremo, criou o nosso Mundo, nele colocou todos os recursos que a humanidade iria precisar ao longo do tempo, para a sua evolução ou progresso moral-espiritual.
Criou os espíritos simples e ignorantes, mas perfectíveis, isto é, com a capacidade de buscar o progresso espiritual através do próprio esforço, valendo-se de todos os bens ou valores materiais e espirituais que Deus colocou na Terra. Esses recursos não foram colocados ao nosso alcance porque os merecêssemos, mas porque deles precisaríamos para a nossa evolução e ascensão.
No mundo de provas e expiações em que nos encontramos, a Lei do Merecimento, de um modo geral, só funciona para nós no seu aspecto negativo, conjugada com a Lei de Ação e Reação, que, também, por sua vez, só opera em nós em sua negatividade: “a cada um de acordo com a sua obra”. Como a nossa obra é, no conjunto, negativa, negativo será o recebimento que colheremos.
Assim, o nascimento na abastança é uma prova e não merecimento, como também é prova o nascimento na pobreza. Apenas aqueles que se encontram na miséria estão dentro do princípio: “a cada um de acordo com a sua obra”; são os que faliram em suas provas: a da riqueza ou a da pobreza.
Os bens, recursos, oportunidades que nos são oferecidos por Deus, são-nos dados segundo a Sua Misericórdia e não por nosso merecimento: são, portanto, riquezas injustas, já que, por justiça, outro seria o nosso recebimento.
Utilizemos esses recursos, bens ou oportunidades que Deus nos dispensou, fazendo o bem, ou seja, trabalhando a benefício da nossa comunidade e do nosso semelhante, dispensando-lhe o tratamento que o auxilie no seu crescimento moral-espiritual. Sejamos amigos sinceros, leais e fraternos, dispensando a cada um o cuidado e a assistência, segundo as suas necessidades. Ajudando a cada um no seu crescimento e fortalecimento diante da vida, dispensando-lhe os recursos que nos foram emprestados por Deus, estaremos, com certeza, granjeando amigos com as riquezas, que não são nossas, portanto, injustas.
Quando a morte nos ceifar a vida biológica, e com ela perdermos a posse de todos os bens ou riquezas que se encontravam em nosso poder (o que é da Terra fica na Terra), certamente que, ao regressarmos ao Mundo Espiritual, seremos recebidos pelos amigos que fizemos enquanto no Plano Carnal . Agora, sim, o “a cada um de acordo com a sua obra” nos apresentará o seu lado positivo, pois receberemos, de volta, todo o bem que fizemos e os amigos, conquistados com as riquezas injustas, nos receberão de braços abertos, cantando loas à nossa pessoa.
Lutemos contra o nosso egoísmo. Aprendamos a pensar nos outros antes de pensar em nós. Os problemas humanos não deixarão de existir enquanto a nossa preocupação for, exclusivamente, em resolver, tão-somente, os nossos problemas, mas, ao contrário, os problemas do mundo deixarão de ser, quando todos participarmos da solução dos problemas de todos. Quando a fraternidade reinar na Terra, o Mundo de Provas e Expiações cederá o seu lugar ao Mundo de Regeneração, e haverá paz sobre a Terra, cumprindo-se a profecia Angélica de há 2.000 anos: Paz na Terra! Boa vontade para com os homens!”
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